A UnB que habito

Fátima Sousa[i] e Elmira Simeão[ii]

A UnB que você habita provavelmente diz muito sobre você. Estudo e trabalho, saberes e sabores, espaços para eventos, pesquisas, encontros. Alguns de vários determinantes que poderiam traçar o SER UnB.

As comunidades às quais pertencemos, tanto na Universidade de Brasília quanto fora dela, são redes de fortalecimento de afetos e de tudo que é compatível com o fazer em equipe. É por meio dessas redes de apoio que travamos algumas batalhas e alcançamos as conquistas sem perder de vista o respeito às diferenças. Viver em comunidade e saber partilhar é um enorme desafio, pois ao mesmo tempo que precisamos estar em sintonia com valores, regras e normas em prol do que nos une, temos de manter a individualidade, com desejos e batalhas singulares.

Pois bem, pensar na comunidade UnB é refletir sobre um corpo geográfico no qual diversas comunidades habitam e precisam ter suas demandas atendidas enquanto coletivo, sem que se esqueça de que nelas há sujeitos que também possuem demandas individuais. Não é fácil entender a dinâmica dos grupos quando não se consegue vivenciar o compartilhar, mas é bom lembrarmos que o/a outro/a é parte do todo em que vivemos, e estabelecer vínculos faz com que consigamos crescer e abrir possibilidades que certamente desconheceríamos se ficássemos abrigados apenas em nós mesmos.

É sobre alteridade, então, que devemos falar. Sobre este outro que nos contempla. Excessos e até ausências. Pois no coletivo é possível crescer por meio do diálogo. Para SER a UnB que queremos é necessário sempre, estar aberta/o ao diálogo e transformar a interação em ação. Não há mais espaço para decisões autoritárias que não atendam ao coletivo. Vivenciamos momentos em que gestores/as se fecham em gabinetes e decidem sozinhos, como se não vivêssemos numa democracia.

Na UnB que habito, na comunidade que me acolhe, no espaço que compartilho, é preciso experienciar a troca e o fortalecimento do coletivo para o crescimento do ambiente. A UnB que habito, repleta de diversidades e especificidades, precisa ter vez e voz. Esperançar.

 

[i] Ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde. Candidata à reitoria da Universidade de Brasília (2020/2024) pela Chapa Tempo de Florescer UnB - 83.

[ii] Ex-diretora da Faculdade de Ciência da Informação. Candidata à vice-reitoria da Universidade de Brasília (2020/2024) pela Chapa Tempo de Florescer UnB - 83.


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