Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil.

Galopantes aumentos dos combustíveis: onde vai parar tudo isso?

Muitos devem se perguntar porque os ponteiros dos preços, nos postos de gasolina, rodam em alta velocidade, dia após dia. Não é simples a resposta. Os preços galopantes tem interrelação, na conjuntura atual, com a geopolítica do petróleo e a valorização do dólar diante do real,  marcadas, perversamente, pelas decisões políticas de preços adotada pela Petrobras, em um governo cujos grupos partidários, deixaram a Estatal cambaleando em praça pública.

Assim, os Estados Unidos (EUA) também se apresenta, nesse emaranhado, quando há mais de três meses aumenta a cotação do barril de petróleo em média  23%, retorna suas sanções sobre o Irã, aumenta a tensão no Oriente Médio, envolvendo Israel, Palestina e Síria. Lá vem, misturado a tudo isso, a queda na produção de petróleo da Venezuela. Como se não bastasse, nos últimos meses de 2017,  Arábia Saudita e Rússia, chegam junto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e ordenam o aumento da cotação internacional. Assim as correções dos derivados do petróleo passaram a ser diárias.

Coloquemos na mesma balança, as medidas que abrem espaço para o aumento da participação de empresas privadas no setor e a entrada de capital estrangeiro.

O quadro completou ?

Não, anotemos outros elementos. O reflexo de tudo isso em nossas vidas social e econômica, desde os diversos setores industriais, que utilizam os derivados de petróleo para produzir, até consumidores das mais diferentes necessidades (alimentos, remédios, …). Tornamo-nos absolutamente frágeis quando o pais passa a comprar no mercado internacional um bem que poderia produzir internamente.

Desfecho: queda da massa de salários e o aumento do desemprego no pais.

Completou  o quadro? Não. Escreve ai: o governo, que ao invés de sentar à mesa com os(as) trabalhadores(as) das estradas (caminhoneiros[as]), coloca os instrumentos da ordem, traduzindo a presença do estado pela força, e “negocia” com as empresas.

Onde fica a negociação à resolução das questões centrais? Redução dos preços dos combustíveis; manutenção do emprego e retomada da produção das refinarias;  das importações de derivados; contra a política de privatização da Petrobras e, principalmente, a defesa incondicional do Estado Democrático de direitos.

Quem vai resolver tudo isso?

O presidente da Estatal, que tenta tirar o feijão do forno, de lenha, pois não há mais gás, senão cinzas das ruínas do projeto PSDB-PMDB, o qual ele é um dos representantes de alta plotagem.

Quem mediará essa situação?

O Executivo é ilegítimo, o Legislativo e o Judiciário, a sociedade, já não respeita. A imprensa, em sua maioria, estão comendo à mesa com eles.

Desconfiança total. Depressão coletiva, fome e morte rodam as estradas.

Ouso escrever pequenos fragmentos de um problema complexo. Sigo perguntando: onde vai parar tudo isso?


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