Uma reflexão sobre o desemprego no DF e entorno.

Que caminhos buscar para a solução?

A Taxa de desemprego total no DF alcançou 19,6% contra 18% registrados entre setembro/20 e jan/2021, segundo dados da Codeplan (2021).

Embora a curva verificada na tabela a seguir demonstre uma espécie de estagnação em um patamar entre 18% e 20%, é preciso atentar para o fato de que é um patamar altíssimo, quando comparado à média nacional de desemprego ao longo de todo o ano ‘pandêmico’ de abril/20 a abril/21, cuja média nacional foi de algo que variou entre 13,9% e 14,5%, segundo a PNAD Contínua de 2020.

A pandemia certamente piorou as condições do mercado de trabalho. Mas temos que seguir perguntando: o que estamos fazendo para melhorar a situação das pessoas sem ocupação no DF e entorno?

Quando a gente reduz a solução ao impulsionamento do emprego, por parte do governo, via incentivo à construção civil, isso é, sim, louvável. Mas em Brasília nem todo desempregado é alguém com habilidades para atuação nesse mercado.

Precisamos de políticas modernas que levem a um novo repensar sobre como o gestor público do executivo, bem como também o legislador  podem colaborar com a redução de desemprego e da queda de renda tão acentuada na atual conjuntura (O DF tem apresentado perda de renda em torno de -12% entre os ocupados, no período de março/20 a março/21, segundo última pesquisa PED/Codeplan, 2021). É preciso analisar melhor como auxiliar os empreendedores de pequenos negócios, continuar atento e apoiando a agricultura familiar e olhar com verdadeiro comprometimento para aquilo que Brasília tem de melhor: a economia de serviços!

Assim, resta-nos perguntar: quais têm sido as pautas em andamento no executivo e no legislativo do DF que, verdadeiramente, estão discutindo com a seriedade merecida o mercado de serviços em geral, o comércio, o turismo sustentável e a economia criativa, típica das ‘smart cities’? Ser uma ‘cidade inteligente’ não significa apenas focalizar no emprego intensivo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Há muito mais por trás dessa expressão do que possamos imaginar!

Uma cidade inteligente, primeiramente, acolhe sua própria força de trabalho, direcionando-a à geração de renda sustentável. Investe em cultura, lazer, empreendedorismo, meio ambiente, artes, capacitação de jovens que já estão na idade de ingresso na PEA (População Economicamente Ativa). Uma cidade inteligente é saudável, não descansa um só dia de pensar em sua população e tentar inovar, buscar soluções para as agruras vivenciadas, especialmente pela população mais atingida em tempos de crise aguda, como a que vivemos atualmente.

É preciso seguir pensando e lutando por um DF digno de sua gente!

 

Fontes consultadas:

Desemprego bate recorde no Brasil em 2020 e atinge 13,4 milhões de pessoas - 26/02/2021 - UOL Economia

Boletim Mensal PED-DF Novembro 2014 (codeplan.df.gov.br)


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